A minha infame infância! & o Código Miguel Ângelo
Eu até sou baptizado e tenho a primeira comunhão. Eu era praticamente um sacristão, mas desiludi-me com a igreja. Com o chegar da puberdade manifestaram-se os primeiros sintomas: creceram... pêlos púbicos, engrossou... a voz, e comecei a detestar os padres e a igreja. Não imaginam como me senti, vendo todos os dias notícias de abusos sexuais cometidos por padres de todo o mundo sobre crianças.Havia questões que não abandonavam a minha mente:
Mas há alguma coisa de errado comigo? PORQUÊ Deus meu, porque é que o Padre Esteves não abusa de mim? Com tantos casos na TV e nos jornais, eu sentia-me o único, rejeitado. Ora isto causou um trauma irreversível que nem anos de psicoterapia, hipnoterapia e principalmente consultas com o professor Caramba conseguiram emendar. Sim, eu sou aquele miúdo que não foi abusado na infância em Portugal!
Havia outros, mas a tinham a família para abusar deles e ajudá-los a sentirem-se desejados. Até os meninos da Casa Pia eram ajudados por Senhores famosos, embaixadores, deputados, apresentadores... mas o meu destino foi sempre diferente.
Cresci com esta mágoa dentro de mim, quem me dera fosse outra coisa a crescer: a aceitação.
Quando penso nos milhares que sentiram o cheiro a alho tão típico da classe clerical bem junto a eles, a ouvirem o seu sotaque beirão com que todos os padres do mundo falam, sinto-me só e sujo. Qual Lady Macbeth, que por mais que lave as mãos não consegue tirar a cor da vergonha que a mancha.
Como tal, abandonei para sempre os desígnios de Deus e tornei-me ateu convicto! No entanto, não consigo deixar de imaginar quão diferente seria o meu destino se um pároco (reparem que nem peço um bispo) tivesse abusado de mim.
No outro dia estive a ler "O Código de Avintes". Neste romance, Dan Brown tenta criar alguns mitos à volta da obra deixada (supostamente em código) pelo grande Leonardo da Vinci. Ora isto está mal. Porque é que em Portugal ninguem se preoucupa em tentar descobrir o significado da obra deixada por artistas já mortos como os Delfins. Vamos tentar descobrir o "Código Miguel Ângelo". Cá vai o meu contributo. Na canção "sou como um rio", Miguel Ângelo afirma ser como um rio, mais concretamente o rio Trancão (o rio mais poluído da Peninsula Ibérica). Está Miguel Ângelo a protestar com vêemencia contra os sucessivos cortes da àgua na sua rua em Cascais, que não lhe permitem tomar banho. Assim, Miguel Ângelo, tal como as músicas dos Delfins, fica a cheirar a merda (como o Trancão). Outra música que Miguel Ângelo escreveu e vou agora desmitificar é "Soltem os Prisioneiros". Esta canção foi escrita após o seu autor passar uma semana com prisão de ventre. Não saía merda mas foi parecido, saíu esta canção.
Por agora é tudo!
PS. Vou agora investigar a Canção da Chiquita ."Os homens estão cada vez mais bonitos" escrita para ser interpretada originalmente por Claúdio Ramos.

1 Comments:
At 26 de novembro de 2004 às 12:08,
D. Nuno Álvares Pereira said…
Como é? a chiquita está muito ocupada a deitar baldes de água fria e não te dá a letra dos homens querem ser cada vez bonitos!!!!
Publicar um comentário
<< Home