Famel Z - um blog que não é sobre motos

Vrum, vrum...vruuuuuuuuuuuuum!!!

terça-feira, fevereiro 28, 2006

Serviço Público de Blog

terça-feira, fevereiro 21, 2006

Piada Estúpida e perfeitamente desnecessária

Sim, é verdade que foi preciso uma razão muito forte para voltar a postar no famelz. Essa razão chama-se Eurico A Cebolo. De dia, professor de música, criador dos míticos Piano Mágico, Guitarra Mágica e Flauta Mágica, mas de noite transforma-se no romancista capaz de momentos de prosa inigualáveis como o que a seguir se transcreve com a devida vénia:
Revoltada, ela pregou-lhe um safanão e aproveitando o seu desequilíbrio correu para fora do jardim. Olhou para trás, e vendo que ele não desistia de a perseguir, na ânsia de lhe escapar, imprudentemente, tentou atravessar a rua. Em tão má hora que foi colhida por um automóvel que circulava a grande velocidade. Ouviu-se uma travagem brusca acompanhada de estridente chiadeira de pneus. Tudo em vão e num ápice, já que o condutor não conseguiu evitar o acidente. O choque deu-se com muita violência. O corpo da desditosa criatura, projectado alguns metros pelo ar, estatelou-se no outro lado da larga via...
Então? Se isto não é arte eu vou ali e já venho!
Lindo, desditosa criatura que se estatelou...

Eurico Cebolo

Qualquer pessoa ou militante do PP que como eu na minha infância e pre-adolescência (que é a mesma coisa mas assim mostro que sei usar sinónimos ainda que de forma estúpida ou imbecil) tenha estudado o instrumento musical mais importante dos 80's o orgão musical, deparou-se certamente com a obra dessa figura da cultura portuguesa Eurico A. Cebolo.

Para além de toda uma panóplia de edições de manuais musicais como Orgão Mágico, Guitarra Mágica, Flauta Mágica, Cebolo é o autor de alguns dos mais injustiçados romances alguma vez publicados em língua portuguesa: A Prostituta Virgem, A Santa Assassina, Incesto sem Pecado, Matavam as Freiras Grávidas, O Falo Perdido e O Violador das Mortas. Mas é em Casei com a Minha Irmã que toda a genialidade de Cebolo encontra a sintese perfeita.
Diz o prefácio (que desconfio ter sido escrito pelo próprio) desta obra genial e com um tema tão pouco recorrente, quer nas grandes obras literárias quer em obras menores, inclusivamente para a televisão:
CASEI COM A MINHA IRMÃ" é um romance onde o espírito criador, a capacidade de imaginação e a grande versatilidade cativam o leitor que, entrando nesta teia tão bem urdida, estará sempre ansioso pela página seguinte. Num estilo muito próprio, sóbrio e sem quaisquer rebuscamentos, deliciamo-nos com a pureza de linguagem de um Eça, a fecundidade de ideias de um Camilo e o encanto e simplicidade de um Torga. Em CASEI COM A MINHA IRMÃ" é burilada uma estória que poderia ser verídica e ter acontecido em qualquer tempo e lugar.
E pensar que há quem se recorde de Cebolo apenas por ter um pastor alemão a tocar piano na capa de um dos manuais.
Tenho ainda suspeitas (sem qualquer fundamento) de que Cebolo poderá ter vários heterónimos que assinam alguns contos da revista Maria.
Se se portarem bem e comerem a sopa toda, em breve postarei excertos da sua obra para deleite de todos os leitores deste blog.
Mais informações no clube de fans.